É recomendado ter relação sexual durante o tratamento para infertilidade?

Publicado em: 11 de outubro de 2017

É recomendado ter relação sexual durante o tratamento para infertilidade?

Será que é permitido ter relação sexual durante o tratamento para infertilidade? Essa dúvida existe e é até recorrente entre os casais. Cabe ao especialista em reprodução humana orientá-los quanto à prática sexual no período de utilização de uma das técnicas de reprodução assistida para conceber o bebê. Em uma delas, o coito programado, o ato sexual é necessário para que haja a concepção. Nas demais, depende muito da percepção do especialista e da reação do casal ao tratamento.

Para homens e mulheres que optaram por tentar engravidar por intermédio da inseminação artificial ou da fertilização in vitro (FIV), determinados momentos podem ser mais delicados e menos propícios à interação do casal. Em ambos, há a necessidade de realizar a indução da ovulação para que mais de um óvulo esteja pronto para ser fecundado, em um mesmo ciclo.

É possível aumentar a produção de óvulos a partir do uso de determinados medicamentos. Mulheres que estão se preparando para a realização da inseminação artificial, por exemplo, utilizam, diariamente, uma certa dose de FSH (hormônio folículo-estimulante) e/ou LH (hormônio luteinizante) recombinante ou urinário, além de uma injeção de hCG para induzir a maturação dos óvulos. Esses medicamentos podem aumentar o tamanho dos ovários, o que pode ocasionar desconforto para a mulher no decorrer da relação sexual.

Há que considerar, ainda, que aos homens também pode ser recomendado um tempo de “resguardo”, antes de ser efetuada a coleta dos espermatozoides que serão usados na inseminação ou na fertilização. A medida é para preservar a qualidade dos gametas masculinos para tornar maiores as chances de fecundação do óvulo. Em geral, pode ser indicado ao homem permanecer até sete dias sem ejacular.

É arriscado ter relação sexual durante o tratamento para infertilidade?

Não é que a relação sexual durante o tratamento para infertilidade seja um risco. Apenas, às vezes, ela pode não ser a melhor opção para o momento que o casal vive. Também há chance de o sexo provocar um efeito contrário ou diferente do esperado. Por exemplo, no caso da fertilização in vitro, o relacionamento sexual entre os parceiros, enquanto o processo está na fase de estimulação ovariana, em muitos poucos casos, pode dar origem a uma gestação de múltiplos de forma espontânea se houver ovulação precoce.

Na inseminação artificial, não há esse ponto a se considerar. Muito pelo contrário. A relação sexual é até estimulada, mesmo após o procedimento, como uma forma de elevar a probabilidade de a gravidez ocorrer. A ejaculação aumenta a quantidade de espermatozoides que podem fertilizar os óvulos prontos para a fecundação, caso a relação ocorra nos dias próximos à realização da inseminação.

Conteúdo atualizado em: 26 de Abril de 2018

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