Quando buscar tratamento para engravidar?

Publicado em: 29 de setembro de 2016

Quando buscar tratamento para engravidar?

Para muitas mulheres o sonho da maternidade parece uma realidade muito distante. Enquanto algumas conseguem com a maior facilidade, outras ficam meses ou anos na tentativa. A verdade é que nem sempre é fácil saber quando buscar tratamento para engravidar, afinal, ao contrário do que se pensava há alguns anos, muitas vezes não é por causa da mulher que a gravidez não acontece. De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 300 mil casais brasileiros em idade fértil enfrentam dificuldade para conceber um filho, um percentual que, em todo o mundo, fica entre 8% e 15%, segundo dados da Organização mundial de Saúde (OMS).

Entende-se que detém dificuldade os casais que ficaram por 12 meses ou mais mantendo relações sexuais regulares sem métodos contraceptivos. Para a Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia, no entanto, esse período deve ser de dois anos. Já o Centre for Disease Control, o CDC americano, aponta em um estudo de 2011 um período de apenas seis meses de relações regulares e desprotegidas para que o casal procure ajuda especializada.

Estima-se que 40% dos problemas de infertilidade do casal estejam relacionados a problemas femininos, 40% a problemas masculinos e 20% a fatores associados ou não-identificados.

Como saber quando buscar tratamento para engravidar

Fatores femininos

Alguns fatores, no entanto, podem influenciar na fertilidade do casal. Nas mulheres, as principais causas normalmente estão relacionadas a problemas de ovulação. Para se ter uma ideia, ao longo da vida feminina o número de óvulos cai drasticamente: eles são 20 milhões no 5º mês de gestação do bebê feminino, dos quais 75% são perdidos no nascimento. Na primeira menstruação essa quantidade já está em torno de 500 mil, sendo que a cada ciclo cerca de mil são selecionados mas apenas um é utilizado e o restante se perde. Aos 35 anos a mulher tem apenas 35% da quantidade inicial de óvulos e, aos 40, apenas 2,5%.

Outros problemas de infertilidade feminina também podem estar relacionados à Síndrome dos Ovários Policísticos, a tratamentos como quimio e radioterapia, alterações endócrinas, endometriose, fatores tuboperitoniais que bloqueiam a tuba uterina, e ainda a causas ligadas à implantação do embrião.

Fatores masculinos

Já entre os principais fatores de infertilidade masculina estão doenças como:

  • caxumba, cuja inflamação pode atingir a área de produção dos espermatozoides;
  • diabetes, que desregula o sistema hormonal do corpo reduzindo os níveis de testosterona e ainda pode causar ejaculação retrógrada ou espermatozoides com DNA fragmentado;
  • Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), principalmente a clamídia e a gonorreia, cujas feridas podem causar aderências nas estruturas do aparelho reprodutor;
  • anticorpos antiespermatozoides, mais comum em pacientes com doenças autoimunes;
  • alterações hormonais;
  • problemas anatômicos, como varicoceles, obstruções seminais, ejaculação interna ou testículos que demoraram a descer;
  • câncer.

Fatores não identificados

Cerca de 15 a 20% dos casais com problemas de infertilidade não conseguem ter os fatores identificados, muitas vezes sendo fruto de estresse, ansiedade, fatores imunológicos ou mesmo alterações genéticas ainda desconhecidas.

Exames necessários para o diagnóstico

Quando buscar tratamento para engravidar, o casal só terá o diagnóstico concluído com eficiência após serem feitos diversos exames, para os quais o médico especialista em reprodução humana o encaminha depois de uma consulta detalhada.

Em geral para, as mulheres são recomendados exames de sangue colhidos entre o primeiro e o quinto dia do ciclo menstrual de forma a avaliar o status hormonal e a reserva ovariana, o exame radiológico conhecido como HSG, ultrassonografia pélvica e transvaginal, e histeroscopia, que visualiza a cavidade uterina.

Os homens realizam a análise seminal ou espermograma e exames de sangue com sorologia para hepatites B e C e sífilis, além de anticorpos HTLV 1 e 2 e HIV 1 e 2, sorologia para rubéola e toxocoplasmose e tipagem sanguínea, itens também constantes do exame de sangue feminino.

Tratamento para engravidar

Somente com o diagnóstico feito será possível dar início ao tratamento. Os possíveis são a reprodução assistida, a inseminação intrauterina, a fertilização in vitro, fertilização in vitro por injeção intracitoplasmática (ICSI), doação de óvulos, congelamento de óvulos, aconselhamento genético e indução de ovulação com inseminação intrauterina, entre outros.

No decorrer do processo, o especialista indica ao casal qual é o mais adequado, lembrando que diversos influenciam nas chances do procedimento resultar em gravidez.

Conteúdo atualizado em: 8 de Fevereiro de 2017

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