Conselhos para futuras mamães diabéticas

Publicado em: 23 de outubro de 2013

conselhos-para-futuras-mamaes-diabeticasPara uma mulher que pretende engravidar é essencial que busque orientação e cuidados médicos prévios à gestação, que é um período que exige muita energia e preparo do corpo e da mente da mulher e, por isso, é de extrema importância que ambos estejam equilibrados para se tornarem aptos a desenvolver uma nova vida, sem que haja prejuízos para mãe ou para o feto em formação. A futura gestante deve pedir orientação para o seu médico sobre o uso de medicações, o fumo e as bebidas alcoólicas, a prática de atividades físicas, a prática sexual, questões relacionadas a vacinas e ao consumo de vitaminas etc.

Para uma paciente diabética que pretende ter filhos, consultar um médico especialista antes de engravidar é muito mais do que uma boa sugestão. O médico especialista, idealmente o obstetra, deverá tomar as devidas providências para que a paciente tenha um bebê saudável e que ela própria não sofra com a gestação. O médico deve fazer uma avaliação integral da futura mãe, focando em aspectos relacionados aos prejuízos que o diabetes pode causar em qualquer pessoa com essa condição e que podem ser agravados pela gestação. Nos casos das diabéticas, além do obstetra será imprescindível o acompanhamento do endocrinologista que normalmente esta futura mamãe já vem visitando regularmente para o seu controle.

As orientações que o médico deve fornecer competem não só a questões relacionadas à alimentação e atividades físicas, mas, também, ao ajuste das medicações das quais a paciente já faz uso. Algumas delas provavelmente serão suspensas, como as usadas para o tratamento de hipertensão arterial ou para o colesterol. É de suma importância a orientação médica da paciente que pretende engravidar, pois algumas medicações podem causar prejuízos sérios ao bebê em formação.
Pacientes diabéticas devem ser avaliadas integralmente antes de engravidar, mas há certos exames essenciais, como o exame oftalmológico – que irá avaliar o dano que a doença pode já ter causado ao olho da paciente (órgão habitualmente afetado pela doença). Outra parte do corpo especialmente sujeita a esses agravos são os rins e, por isso, alguns exames laboratoriais deverão ser solicitados. Ainda deverá ser feita uma avaliação da tireoide, assim como um exame de urina para pesquisar infecções. Todos esses procedimentos são essenciais para que uma mulher diabética possa se preparar da melhor maneira possível para uma gravidez.

O controle da glicemia é talvez o mais importante aspecto a ser avaliado, pois seu alto índice nas primeiras semanas de gestação podem ser bastante prejudiciais ao feto, sendo justamente esse período aquele quando a maioria das mulheres ainda não sabe que está grávida. Os riscos incluem anomalias congênitas e abortos. O número de cesáreas é maior para essas pacientes, assim como a possibilidade de terem um bebê muito grande. As gestantes diabéticas tendem a ter mais problemas com aumento de pressão arterial, maior possibilidade de parto prematuro e de de problemas na saída do bebê durante o parto, entre outros. Após o nascimento, o recém-nascido ainda pode ter problemas respiratórios ou cardíacos. E há ainda um maior risco de a criança vir a desenvolver diabetes e obesidade no futuro.
“Todas essas possibilidades são apenas riscos potenciais, mas por serem reais, exigem muita atenção e cuidado da paciente e de seu médico, para que a gestação transcorra de maneira saudável para a futura mamãe e seu bebê. As diabéticas devem ficar tranquilas, pois estando bem acompanhadas os riscos minimizam muito, podendo elas terem sua maternidade com muita tranquilidade”, ressalta do Dr. Jean Louis Maillard, ginecologista da Fecondare (CRM-SC 9987 , CRM-RS 13107 e RQE 5605).

Conteúdo atualizado em: 17 de Abril de 2014

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