Aspectos emocionais envolvidos na infertilidade feminina

Publicado em: 30 de junho de 2016

Aspectos emocionais envolvidos na infertilidade feminina

É comum a mulher adulta que possui um relacionamento estável ouvir a seguinte pergunta: quando é que você vai ter um filho? Às vezes, sem saber, o(a) autor(a) dessa indagação mexeu em um assunto delicado: a incapacidade da mulher de engravidar, condição que quase ninguém sabe que existe, apenas as pessoas muito próximas.

Nem todas as mulheres se dispõe a falar sobre o problema. Uma parcela prefere manter o silêncio quanto ao assunto. Mais do que uma questão de reserva e preferência, este comportamento pode estar ligado a algo maior: o sentimento de culpa.

Por que não me cuidei melhor? Por que não engravidei antes? E agora, o que vamos fazer juntos? Todos esses são questionamentos que a mulher pode vir a fazer a si mesma quando se descobre infértil. E podem até ser respondidos por ela mesma, com a ajuda de um profissional.

Implicações emocionais da infertilidade feminina

O acompanhamento psicológico serve para dirimir estas e outras questões, enraizadas nas mulheres há anos: a de que todas nasceram para ter filhos. Essa é uma crença presente no inconsciente feminino capaz de gerar muita frustração quando não é concretizada por algum motivo. A mulher sente que, de alguma forma, deixou de cumprir seu papel na sociedade e perante o parceiro, e se angustia por isso.

Esse é um pensamento que precisa ser combatido. Vencê-lo pode não ser fácil, já que depende da própria mulher mudar a forma como percebe a situação e entender que não é porque ela não quer que não vai se tornar mãe. É por uma condição orgânica que não a permite ter um filho naquele momento. Uma situação que simplesmente aconteceu e sobre a qual ela, talvez, não tivesse domínio.

Na vida, muitas situações pegam a todos de surpresa, ao acaso, sem que se possa ter domínio sobre elas. Compreender o que está acontecendo e impedindo a concepção é uma forma de elucidar o assunto e pensar em quais são as alternativas.

Nem sempre são as falhas orgânicas que atrapalham a fecundação do óvulo pelo espermatozoide. O estresse associado às exigências da vida quotidiana também pode modificar o funcionamento do sistema reprodutor feminino. Assim, é preciso estar atento a todas as possíveis variáveis existentes na infertilidade feminina. Algumas delas podem ser de fácil solução, enquanto outras podem requerer uma avaliação médica mais minuciosa.

Muitos problemas de saúde que comprometem a saúde reprodutiva feminina podem ser tratados pelas técnicas de reprodução humana assistida, dependendo do caso. Essa tem sido a solução encontrada por diversas mulheres que querem gestar, por ser, ao menos, uma chance de tornar-se mãe.

Conteúdo atualizado em: 12 de julho de 2017

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